20/11/10

saudade


Sinto o meu corpo a decompor-se, a cada passo que dou e a cada inspiração sinto os meus pulmões a pressionarem o meu estômago, a carne incha, as minhas veias contraem-se e bloqueiam o meu sangue que tenta a todo o vapor explodir as minhas artérias para me afogar em mim mesmo. O meu coração vê-se coberto por um ácido que queima as suas células e diminuem-no cada vez mais mais, para reduzi-lo a nada. Sinto a minha vida a escapar-me em cada gota de suor que escorre dos meus poros e percorrem o meu corpo cada vez mais seco e pálido. Corpo esse que encontra-se agora sem vida e completamente destruído, como se um animal sobrenatural o tivesse devorado sem dó e deixasse apenas os seus restos. Restos de uma vida que foi extinta por um monstro, sombrio e invencível.

8 comentários:

fabiana s disse...

é um monstro maldito, esse, não é?
está lindo d, e ainda dizes que não escreves bem. és um tono. :c (L)

fabiana s disse...

és tu baby. <3

lene disse...

só fachada né douglys (a)

beatriz duarte disse...

adoro! amo-te d

(P.S) Patrícia S. disse...

adoroooooooooooooooooooo :O
e como é mais que obvioo vou seguir o blog =)

Sara Martins disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Sara Martins disse...

está uma maravilha *

Sara Martins disse...

muito obrigada +.+

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